Nossas Famílias

 

Família Macêdo

 

Brasão da família Macêdo

 

Sobrenome de origem geográfica. Topônimo de Portugal. Deriva-se de maçã mais o sufixo -edo e significa «plantação de maçãs». Cortesão tira da baixa latinidade matianeiu e apresenta a forma Mazaedo num texto de Inquisitiones (Antenor Nascentes, II, 183). Plantação de maçãs (Anuário Genealógico Latino, V, 57). Procede esta família de Rui Martins de Macedo, senhor de Sanceris, que viveu no tempo de D. Diniz I, fal. em 1325, rei de Portugal. Seu neto Martim Gonçalves de Macedo, na batalha de Aljubarrota (14.08.1385], socorreu ao rei D. João I, matando a Álvaro Gonçalves de Sandoval, cavaleiro castelhano que desarmava o rei. Seu solar em Macedo dos Cavaleiros, na comarca de Bragança, em Traz-os-Montes (Anuário Genealógico Latino, I, 60). Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Antônio de Macedo de Almeida, que deixou geração de seus dois casamentos: em 1658, no Rio, com Maria Rangel; e por volta de 1666, no Rio, com Maria Pais Ferreira, n. no Rio, em 1650, onde fal. em 1727 (Rheingantz, II, 466). Rheingantz registra mais 13 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosas descendêcias no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, entre outras, registra-se a de José Rabelo de Macedo, que deixou geração de seu cas., c.1775, com Maria de Carvalho Duarte. Em meados do século XVIII saíram de São João del Rei e foram se estabelecer próximo ao atual Município de Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, onde abriram uma lavoura próxima à Capela de Santana de Cebolas, denominada, posteriormente, Fazenda Mato Grosso. Sobrenome de antiga e importante família estabelecida no Pará, oriunda da Praça de Mazagão, em África, procedente de Belchior Vieira de Macedo [c.1690, Mazagão, África -], Anadel da Cavalaria da Praça de Mazagão [África]. Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem de Cristo. Cavaleiro Fidalgo da Ordem de Cristo. Deixou geração do seu casamento com Maria Josefa. Entre os seus descendentes, registram-se: I - o filho, Francisco Fernandes de Macedo [c.1720. Mazagão, África -], Veio para o Pará, compondo o grupo 340 famílias que embarcaram para o Brasil, em 1770, estabelecendo-se na nova colônia de Mazagão. Fazia parte da 6.ª Companhia, grupo familiar 153, recebendo 309$529, de soldo, moradia, tença e praça. Veio em companhia de sua esposa e seis filhos. Anadel da Cavalaria da Praça de Mazagão [África]. Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem de Cristo. Deixou geração do seu cas. com Maria Caetana Gil, que veio em sua companhia recebendo 7$263, de praça, filha de João Tavares da Silva, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Professo na Ordem de Cristo e Capitão de Cavalaria na Praça de Mazagão [África]; II - o neto, Belchior Vieira de Macedo [c.1745 -], que migrou para o Pará, junto com sua família, recebendo 102$150 de soldo e moradia. Sargento-mor reformado. Com geração; III - o bisneto, Antônio Diniz do Couto Valente, que teve mercê da Carta de Brasão de Armas, conforme vai descrito no título Valente do Couto (v.s.). (Carlos Barata - Famílias do Pará, vol. VI). Nobreza Titular: Maria Rosa Alexandrina de Macedo, foi agraciada, a 04.04.1885, com o título de baronesa de Maria Rosa. Heráldica: um escudo em campo azul, com cinco estrêlas de ouro de seis raios. Timbre: um braço vestido de azul, com uma maça de armas de prata, encabada de ourom guarnecida de pontas de azul, em ação de descarregar o golpe (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 9).

 

Família Santana

 

Brasão da família Santana

 

Sobrenome de origem religiosa. Muitos querendo homenagear a Nossa Senhora de Santana, utilizam-se do seu nome, como forma de apelido de família. É festejada no dia 29 de Julho. Em casos mais freqüentes, batizam-se as crianças nascidas no referido dia 29 de Julho, com o nome Santana. Importante família de Minas Gerais, que teve princípio no vereador Joaquim José de Sant'Ana [1821-1875], filho de Joaquim de Araújo e de Amélia Rocco. Em função de uma promessa feita a N. S. de Santana, perpetuou em seus descendentes este nome Sant'Ana, em lugar do seu nome de família: Araújo. Vereador à Câmara de Patos (MG). Deixou geração do seu cas. com Amélia Augusta de Santana (Barbosa - 200 anos dos Santana). Ainda em Minas Gerais, com ramificações no Rio de Janeiro (desconhecemos se há algum grau de parentesco com a família anterior), há a família do Dr. João José de Sant'Ana [1851, MG - 1895, RJ], filho do Cap. João José de Sant'Ana e de Luiza Costa. Deixou numerosa descendência de seu cas., em 1886, com Mariana de Almeida (Leite) Guimarães [c.1862, MG - 1949, RJ], terceira neta de Pedro de Alcântara de Almeida, patriarca da família Almeida Magalhães (v.s.), do Rio de Janeiro. Deste casamento, descendem os Guimarães Sant'Ana, os Carvalho Sant'Ana e os Sampaio Sant'Ana, todos do Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre outras, registra-se a família do Coronel Joaquim Silverio de Sant'Anna [c.1829 - 1911, Santos, SP], fazendeiro e chefe político em S. Sebastião. Deixou geração de seu primeiro cas., c.1855, com Maria Francisca de Moura (AGB, I, 302). Ainda em São Paulo, entre outras, provável parente da anterior, registra-se a família de Manuel Aprígio de Sant'Anna [1832, Ilha de S. Sebastião, SP - 1897, idem], que deixou numerosa descendência de seu cas., em 1863, Vila Bela, Ilha de São Sebastião (SP), com Ana de Moura [1840, Vila Bela, SP - 1925, Piracicaba, SP], filha de Manuel de Moura Negrão e de Antônia Maria de Jesus, por esta, neta de Antônio Henrique Vaz de Ornelas, patriarca desta família Vaz de Ornelas (v.s.), em São Paulo (AGB, II, 259). Foram avós, entre outros, do genealogista João Gabriel Sant'Anna [1901-]. Importante família estabelecida em Piauí, procedente de José Francisco de Sant'Ana [c.1758 -], do Peixe, que deixou numerosa descendência do seu casamento. Foi avô de Antônio José de Sampaio Sobrinho, patriarca da família Sampaio (v.s.), do Piauí. Teve vários irmãos que assinam Ferreira, Barbosa Ferreira (v.s.) e Rêgo (v.s.) (Raul Fausto - Castelo Branco). Em Pernambuco, cabe mencionar a família do Cap. João de Deus de Santa Ana [c.1768, PE - ?], que deixou geração do seu cas. com Clara Joaquina de Bittencourt, nat. de Santa Catarina. Família estabelecida na Bahia, à qual pertencem: I - Antônio Joaquim de Sant'Anna, Contramestre de carapinas, na oficina que funcionava no Arsenal de Marinha da Bahia [Salvador], em 1881; e II - Juvêncio Diogo de Sant'Anna, Presidente da Sociedade Protetora dos Desvalidos, de Salvador, em 1881. No Acre, cabe registrar o cap. Antônio Mariano Pereira de Santana, listado entre os primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por volta de 1878 (Castelo Branco, Acreania, 183). Linha Africana: Em São Paulo, entre as mais antigas, está a família de Juan de Sant'Ana, nat. de Castela, cas. com Maria Pais. Doc. em 1592. Deixou descendência ilegítima, tida de uma escrava, «forra» em 1616 (AM, Piratininga, 171). No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de Joaquim Ribeiro de Sant'Ana, nasc. Candelária, RJ, cas. em 1776, Colônia do Sacramento, com Inácia Joaquina do Espírito Santo, «preta forra» [filha nat. de Luciano dos Reis e de Maria do Romário] (Rheingantz, Col., 3). Na Bahia, a de Cipriana Barbosa de Sant'Ana, «parda forra» [nasc. Bahia, ex-escrava de Manoel Coelho Rosa], que deixou geração, ilegítima, em 1762, na Colônia do Sacramento. Heráldica: um escudo em campo azul-celeste, duas pombas de prata acochadas ao seu direito e uma estrela de 8 raios, de prata, em chefe (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 119).

 

Cícero Caldas Neto - Mestre Maçom, Economista, Pesquisador e Ex-Presidente da Sociedade Paraibana de Marcofilia